Ministro da Saúde sofre criticas injustas estando à frente de uma missão de guerra.

Natural de Manaus, o General de Divisão Eduardo Pazuello iniciou sua carreira como oficial de Intendência formado pela Academia Militar das Agulhas Negras – AMAN em 1985 no 1º Batalhão de Infantaria de Selva, n mesmo ano participou do Curso de Operações de Selva (COS), conhecido como Guerra na Selva, realizado pelo Centro de Instrução de Gerra na Selva – CIGS.
Sendo este filho de Manaus, pessoa que se identifica com o povo do Amazonas, a quem chama de meus irmãos; Pazuello sempre tratou com zelo e respeito tudo o que comandou e administrou; fato que se confirma nas falas de quem o conheceu e teve oportunidade de conviver com ele.

Dono de um currículo elogiável, Pazuello chegou ao posto de general em 2014 e uma de suas primeiras tarefas neste posto foi como coordenador logístico das tropas do Exército que deram apoio à realização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. O militar também comandou a Operação Acolhida, que é o trabalho do Exército Brasileiro no atendimento a imigrantes que chegam aos municípios de Boa Vista e Pacaraima (RR). Atualmente, está no cargo de Ministro da Saúde em um momento em que se exige experiência de General para enfrentar uma guerra terrível diante de um inimigo até então invencível.

Foto: Sagres online

Ultimas ações como Ministro

Resultado do trabalho e empenho de Pazuello, uma carga com mais 200 cilindros de oxigênio foi desembarcada na manhã desta terça-feira, 12, em Manaus. O produto veio de São Paulo em avião da Força Aérea Brasileira (FAB). A remessa faz parte de uma carga de 30 mil metros cúbicos programados para serem transportados de Guarulhos (SP) para Manaus até quinta-feira, 14. Na noite desta segunda chegou uma carreta com 50 mil metros cúbicos de oxigênio vinda de Belém (PA).

Outros 150 cilindros devem chegar nesta quarta-feira, 13, segundo informou a fabricante White Martins e mais 150 cilindros na quinta. O produto é essencial no tratamento de pacientes com Covid-19 e permitirá atender 500 novos leitos clínicos e de UTI na rede pública do Amazonas.

Eduardo Pazuello, disse que o avião para buscar as duas milhões de doses da vacina contra a Covid-19 do laboratório Serum decola nesta quarta-feira (13) para a Índia. O imunizante é desenvolvido pela AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford.

De acordo com o ministro, ainda em janeiro, a partir de liberação da Anvisa, o governo terá 8 milhões de doses de dois tipos de vacina contra a Covid-19 para vacinar a população. Serão seis milhões de doses da CoronaVac, imunizante produzido pelo Butantan em parceria com o laboratório Sinovac, e essas duas milhões de doses da vacina de Oxford importadas da Índia.
Pazuello afirmou ainda que vai levar de 3 a 4 dias para iniciar a distribuição do imunizante ao estados após a aprovação da agência. “A Anvisa vai se pronunciar no dia 17. Se se a Avisa se alongar, para o dia 21 ou 22, botem os números pra frente, mas é em janeiro que começa a vacinação”. Afirmou.

Proselitismo em cima da dor alheia e oportunismo político

O Deputado Estadual Belarmino Lins, classificou a visita do ministro da Saúde Eduardo Pazuello a Manaus nesta segunda-feira, 11, como “frustrante”. Segundo o parlamentar, por ser o estado situado na “faixa roxa” da Covid-19, o Amazonas precisa ser considerado “prioridade um” do governo federal para receber a vacina. Em Manaus, Pazuello disse que o Amazonas não terá prioridade na vacina da Covid-19 e data é incerta.

A indefinição das datas para o início do processo de vacinação, de acordo com Belarmino, decepcionou a população brasileira, mas principalmente a população amazonense. “O que o ministro disse em Manaus foi uma repetição da sua fala em outros estados, ou seja, repetiu que a vacina chegará, mas sem priorizar o Amazonas, que bate recordes diários de internações e de óbitos, que tem que ser prioridade nacional”, afirmou.

Outro problema, segundo Belarmino, foi o fato de o ministro não ter dito nada sobre a logística federal para os municípios. “Estamos decepcionados, pois se na capital os gastos serão altos para tocar em frente a vacina, no interior o problema será bem mais angustiante, tendo em vista as distâncias, a complexidade geográfica e a falta de material humano devido ao sistema quase colapsado”, disse.

Não observou o Deputado que a responsabilidade é de todos, principalmente do Governador do Estado, de quem o Deputado é aliado e defensor de seus interesses.

Colapso do sistema de saúde em Manaus

Manaus registrou 379 enterros por Covid-19 nos cemitérios públicos e privados da cidade apenas nos 10 primeiros dias de janeiro,. O número supera o recorde mensal registrado em todo o mês de maio de 2020, quando a capital do Amazonas teve 348 sepultamentos de vítimas da doença.

O colapso do sistema de saúde da capital é evidenciado desde o fim do ano passado. Nos primeiros dias de 2021, o Ministério da Saúde anunciou a abertura de 178 novos leitos de UTI em Manaus. A situação da capital é agravada pelo grande número de pacientes das demais cidades do estado que se infectaram e precisam ser tratados nos hospitais de Manaus. Uma das principais causas para a sobrecarga de Manaus ser maior em relação a outras capitais é a infraestrutura nos outros estados: as cidades menores contam com hospitais próprios. Aqui no Amazonas, só Manaus dispõe da estrutura necessária para atender os pacientes da Covid-19. Logo, os de outras regiões vêm se tratar aqui na cidade, isto é fato.

Justiça e disciplina

Por fim, a Redação deste periódico noticioso discorda da forma com a maior parte da imprensa amazonense e brasileira vem tratando o problema e se referendo ao Ministro Pazuello como alguém que não tem competência para o cargo, como alguém que se contradiz ou como alguém que não tem respostas aos problemas que lhes cambem solucionar.
Ressaltamos que o senso de justiça deve ser ponto central e filtro para os comentários e avalições precipitadas quando se tratar de alguém cuja missão e uma das mais sofridas e desgastantes. Não se trata de um técnico da seleção brasileira de futebol. Trata-se de uma pessoa que carrega nos ombros a responsabilidade pela segurança sanitária de 200 milhões de brasileiros e isso é uma responsabilidade imensurável.
Outra questão levantada de forma precipitada, grosseira e ofensiva é o fato de quererem que o Ministro defina prioridades para o Estado do Amazonas, quando todo o Brasil espera respostas. Afirmar que o Amazonas seria prioridade, seria provocar protestos e discórdias.

Vem o Ministro fazendo o que está ao seu alcance como administrador e comandante militar, momento em que nenhuma experiência administrativa funcionaria sem a visão militar e isto o General-Ministro tem feito com excelência.
Por fim. Ao invés da dúvida a certeza, ao invés da discórdia a união, o invés das criticas maldosas as sugestões assertivas, ao invés de cobranças precipitadas o crédito. Unidos venceremos.

Silvio Rodrigues - Jornalista

Jornalista profissional com mestrado em Geografia Especialista em editorias: ambiental, politica, investigativo e sociedade.

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